Silicone de grau médico: Como saber se o seu acessório íntimo é seguro

O silicone médico certificado, sem ftalatos e não poroso, é a garantia de que um acessório íntimo é seguro. Aqui ensinamo-lo a reconhecê-lo.

Accesorio íntimo de silicona médica sobre fondo neutro

Um acessório íntimo é seguro quando é fabricado em silicone médico certificado, livre de ftalatos, sem odor forte e com uma superfície lisa e não porosa. Se o material não cumpre estes pontos, não importa o quão atraente seja o design: pode irritar a pele, absorver bactérias ou até libertar substâncias tóxicas com o uso. Na La Maleta Roja, esta é uma das primeiras coisas que ensinamos em cada palestra, porque é a pergunta que menos se faz e a que mais deveria ser feita antes de comprar.

A maioria das mulheres escolhe um acessório pelo design, pela cor ou pelas funções — e é compreensível, porque é o que se vê primeiro. Mas o material é o que realmente determina se esse acessório é seguro para o seu corpo, e é também o que menos se explica nas lojas.

Porque é que o material importa mais do que parece

Nem todo o “silicone” é igual. No mercado circulam materiais rotulados de forma ambígua — “silicone”, “tipo silicone”, “TPE”, “jelly” — que na realidade não são silicone médico, mas sim plásticos mais baratos e porosos. Um material poroso tem microfissuras invisíveis a olho nu onde se podem alojar bactérias e fungos, por muito bem que se limpe. Com o tempo, estes materiais também podem libertar ftalatos, compostos químicos usados para dar flexibilidade ao plástico e que estão associados a alterações hormonais.

O silicone médico certificado, pelo contrário, é não poroso: não tem microfissuras onde se acumule nada, limpa-se com água e sabão neutro de forma eficaz, e é hipoalergénico, pelo que reduz ao mínimo o risco de irritação, mesmo em peles sensíveis.

Como distinguir o silicone médico real

Nem sempre é fácil ver a olho nu, mas há sinais que ajudam: o silicone médico real é macio mas firme ao toque, não é pegajoso; quase não tem odor, ou é muito neutro; e, ao esticá-lo ligeiramente, volta à sua forma sem marcas nem resíduos. Se um acessório cheira fortemente a plástico, parece pegajoso ou diz apenas “silicone” sem mais especificações do fabricante, é motivo para desconfiar.

Conselhos práticos

•             Procure que o fabricante especifique “silicone médico” ou “silicone de grau médico”, não apenas “silicone”.

•             Desconfie de acessórios muito baratos com múltiplas funções: costuma ser sinal de material de baixa qualidade.

•             Comprove que está livre de ftalatos, indicado explicitamente pelo fabricante.

•             Limpe o acessório antes da primeira utilização e após cada uso, com água morna e sabão neutro ou um produto de limpeza específico.

•             Guarde-o num local limpo e seco, evitando o contacto direto com outros acessórios de materiais diferentes, que podem degradar-se entre si.

 

Entre nós

Nas oficinas, quando mostramos os acessórios para que possam ser tocados, muitas pessoas ficam surpreendidas com o quanto a qualidade evoluiu, e não apenas a tecnologia. Rapidamente comparam-no com algum que têm há anos, o da sua despedida de solteira, que cheira a plástico ou a látex e se tornou pegajoso com o tempo… e que continuam a usar porque ninguém lhes explicou que isso já não tem de ser assim. Quando tocam pela primeira vez num silicone de qualidade, a diferença nota-se instantaneamente: acariciam-no, porque o toque é sedoso e agradável.

Um acessório íntimo não se compra todos os dias. É algo que estará em contacto com a parte mais delicada do seu corpo, por isso merece a mesma atenção que dá ao seu creme facial ou àquilo que come. Invista em algo saudável, agradável ao toque e que lhe proporcione uma boa experiência. Não faça concessões quando se trata do seu prazer e da sua saúde.

 

Perguntas frequentes

Como sei se um acessório é de silicone médico real?

Comprove que o fabricante o especifique explicitamente como “silicone médico” ou “silicone de grau médico” e que indique que está livre de ftalatos. A ausência desta informação é motivo de dúvida.

É perigoso usar um acessório que não seja de silicone médico?

Pode irritar a pele e absorver bactérias devido à sua porosidade. Não é perigoso de forma imediata, mas não é o recomendável a médio prazo.

**O silicone médico foi concebido para estar em contacto com mucosas, sem porosidade. O TPE e outros “silicones” genéricos são mais baratos e porosos, ainda que sejam rotulados de forma semelhante.

Que diferença existe entre silicone médico e silicone “normal” ou TPE?

 O silicone médico é formulado especificamente para estar em contacto com mucosas, sem aditivos porosos. O TPE (elastómero termoplástico) e outros “silicones” genéricos são materiais mais baratos, porosos e com menor controlo de qualidade, ainda que sejam rotulados de forma semelhante.

Quanto tempo dura um acessório de silicone médico bem cuidado?

Com uma limpeza adequada e um armazenamento correto, pode durar vários anos sem perder as suas propriedades. O silicone médico não se degrada com o uso normal, ao contrário de materiais porosos que se deterioram mais cedo.

O silicone médico pode provocar alergia?

É muito pouco frequente, uma vez que é um dos materiais mais hipoalergénicos que existem. Se notar irritação, é mais provável que se deva a um lubrificante ou sabão incompatível do que ao próprio material.

Vale a pena pagar mais por um acessório de silicone médico certificado?

Sim: a diferença de preço costuma refletir o controlo de qualidade e a segurança do material, não apenas o design.

O cuidado também faz parte da segurança

Seja qual for o material do seu acessório, usar um sabão específico como o Pjur Care ajuda a mantê-lo higienizado e em bom estado, uso após uso.

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